Volume total de atendimentos clínicos na rede saltou de uma média diária de 212 em 2025 para 703 em 2026, primeiro dia do feriado concentrou o maior volume
O Carnaval de 2026 marcou uma mudança no comportamento dos tutores e no perfil de saúde dos pets no Brasil. Dados exclusivos da WeVets, o maior grupo de saúde veterinária do país, revelam que o volume de atendimentos da clínica médica durante o período carnavalesco cresceu 231% em comparação ao mesmo feriado de 2025.
Diferente do padrão registrado em anos anteriores, onde o aumento de casos ocorria majoritariamente após a folia, em 2026 a pressão sobre o sistema de saúde veterinária foi imediata. O pico de atendimentos do Pronto-Socorro aconteceu logo no primeiro dia do Carnaval, 13 de fevereiro, com 491 casos de emergência em apenas 24 horas.
Enquanto em 2025 o fluxo de atendimentos costumava diminuir durante os dias de festa em relação às semanas normais, em 2026 o cenário se inverteu: houve um aumento de 7% na média diária de atendimentos em comparação ao período pré-carnaval. O Pronto-Socorro foi o grande protagonista, registrando uma alta de 23,4% em relação aos dias comuns, operando com uma média de 411 atendimentos por dia durante o feriado.
“O dado de que o pico de emergências ocorreu já no primeiro dia de folia sugere que o estresse do deslocamento, a mudança brusca de ambiente ou a exposição precoce a estímulos sensoriais intensos impactaram os cães e gatos de forma imediata”, analisa Carol Marques, médica-veterinária e supervisora na WeVets. “Não houve tempo de espera; o pet manifestou sintomas agudos assim que a rotina foi alterada”, completa.
O primeiro dia útil após a festa (18/02) estabeleceu um recorde para a rede, com 1.069 atendimentos clínicos realizados em um único dia. Segundo a especialista da WeVets, esse volume represado muitas vezes reflete sintomas que começaram na folia, mas que os tutores tentam monitorar em casa antes de buscar ajuda profissional.
Principais causas de atendimento em 2026:
Crises de Ansiedade e Pânico: Desencadeadas por ruídos e aglomerações.
Hipertermia: Exposição prolongada ao calor intenso durante blocos ou viagens.
Traumas: Incidentes em tentativas de fuga ou interações sociais não supervisionadas.
“A escala de crescimento de 231% no volume da rede reforça que o Carnaval se tornou um período crítico que exige atenção redobrada. O que vimos em 2026 foi uma antecipação do risco. A recomendação é que o planejamento de saúde do pet comece semanas antes do feriado, com check-ups e estratégias de manejo ambiental”, conclui a especialista.
Fonte: Focal 3 Comunicação



